sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Crianças Prestam Mais Atenção em Nativos Da Língua


                                                                          Photo:Bellbrook CDC
Quase que desde o momento do nascimento, os humanos estão aptos a distinguir falantes nativos da língua e falantes de outras línguas.Nós temos uma preferência de conexão para nossos próprios padrões de língua, tanto que o choro das crianças recém-nascidas refletem na melodia da língua nativa deles.

A conexão entre língua e preferência sociais é bem estabelecida.A nova pesquisa,recentemente publicada em Frontiers in Psychology, demonstra que crianças também prestam atenção nas pistas que a língua dá quando decidem como querem chamar atenção. Dr.Hanna Marno (Departamento de Ciência Cognitiva na Central European University,Hungria e International School for Advanced Studies,Itália) conduziu um estudo para determinar se bebês entre 0-2 anos prestam mais atenção em diferentes falantes da língua em seu ambiente mesmo sem entender o significado das palavras.
No experimento, quarenta bebês de 12 meses de idade primeiro escutaram duas mulheres adultas -- uma na sua língua nativa que é o italiano, e a outra em esloveno -- por dois minutos.Os bebês observaram depois um filme de duas mulheres -- uma nativa e outra não nativa separadamente -- olhando fixamente para dois objetos coloridos.
A esse estágio, as crianças responderam de forma igual aos dois objetos pelo mesmo período de tempo, independentemente do falante. A equipe de Dr.Marno mensurou por quanto tempo os bebês ficaram olhando os objetos, sem nenhuma referência visual adicional com as duas falantes da língua. Nesse tempo as crianças focaram no objeto que tinha sido primeiramente apresentado pela falante nativa por um longo período de tempo. Mesmo que a linguagem não tenha sido diretamente relacionada aos objetos, os bebês pareceram fazer distinções linguísticas no seu objeto de preferência.
Mais tarde o efeito se repetiu com quarenta bebês de 5 meses de idade. Exatamente como os bebês de 12 meses de idade, essas crianças observaram por um período mais extenso de tempo aos objetos que tinham sido apresentados primeiramente pelo falante nativo. Isso providencia mais evidência de que quanto mais escuta-se falantes nativos mais é afetado seu comportamento.
Por um ponto de vista isso é uma constatação angustiante. A pesquisa de Marno replica constatações anteriores onde mostrava-se o quão rápido os humano formam categorias sociais, fazendo distinções 'ingroup' e 'outgroup' (fora e dentro de um grupo). Mas há também mais interpretações sobre essa pesquisa. Esse comportamento infantil pode não ser um ato voluntário de exclusão mas sim uma necessidade de ter um dispositivo para filtrar as coisas do mundo complexo onde a criança se encontra.
"Esse estudo revela a grande importância da semelhança cultura e linguística em que a criança escolhe para direcionar sua atenção. Desde o momento do nascimento, os humanos possuem essa capacidade de fazer distinções entre falantes nativos da língua e falantes não-nativos da língua, o que ajuda a entender como bebês e crianças estão sintonizados para rapidamente adquirirem conhecimento de sua sociedade e adotar aquele ambiente cultural em sua volta." diz Dr.Marno. 

texto original: Science Daily


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